
Fiscalização da ANTT ganha força contra empresas que descumprem o piso mínimo do frete. Entenda as novas regras, os riscos para transportadoras e como a tecnologia pode ajudar na gestão das operações.
A gestão do transporte rodoviário de cargas entrou em uma nova fase de atenção regulatória.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou procedimentos para suspensão cautelar de empresas que descumprem reiteradamente a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
A medida, divulgada pela Agência em setembro de 2026, reforça a fiscalização sobre a contratação e a subcontratação de fretes com valores inferiores aos estabelecidos pela legislação.
Para transportadoras e empresas que contratam serviços de transporte, o cenário exige mais do que atenção às regras: exige controle, rastreabilidade e organização das informações da operação.
O que mudou na fiscalização do piso mínimo do frete?
De acordo com a ANTT, empresas que acumularem mais de quatro autuações, em datas distintas, dentro de seis meses, poderão estar sujeitas à suspensão cautelar do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), desde que estejam presentes as condições previstas pela regulamentação.
A suspensão cautelar poderá variar de 5 a 30 dias.
Em casos de reincidência, após decisão administrativa definitiva, a suspensão poderá chegar a 45 dias. A repetição das irregularidades também pode resultar em cancelamento do RNTRC por até dois anos e multa majorada de até R$ 1 milhão, conforme as regras divulgadas pela ANTT.
Isso coloca a gestão do frete no centro das preocupações das empresas do setor.
Não basta saber quanto uma operação custa. É necessário ter condições de registrar, acompanhar, conferir e comprovar as informações relacionadas a cada transporte.
CIOT e MDF-e: mais rastreabilidade nas operações
Outro aspecto relevante das novas medidas está relacionado ao CIOT — Código Identificador da Operação de Transporte.
As novas regras ampliam a obrigatoriedade do CIOT nas operações de transporte rodoviário remunerado de cargas e estabelecem sua vinculação ao MDF-e — Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais.
Na prática, isso aumenta a rastreabilidade das operações e permite maior integração e cruzamento de informações durante os processos de fiscalização.
Para as empresas, significa que informações operacionais, financeiras e documentais precisam estar cada vez mais organizadas.
O que o piso mínimo do frete muda na rotina das transportadoras?
A discussão sobre o piso mínimo do frete não deve ficar restrita ao departamento financeiro ou ao setor responsável pela contratação.
Ela impacta diretamente a operação.
Uma transportadora precisa ter visibilidade sobre diferentes informações:
- Valor contratado para cada operação;
- Origem e destino da carga;
- Tipo de operação;
- Documentação vinculada ao transporte;
- CIOT;
- MDF-e;
- Pagamentos realizados;
- Contratos e subcontratações;
- Histórico das operações;
- Conciliação financeira;
- Eventuais divergências ou inconsistências.
Quando essas informações estão espalhadas em planilhas, sistemas diferentes e controles manuais, aumenta a dificuldade de acompanhar a operação de ponta a ponta.
Gestão de frete não é apenas controle financeiro
Em uma operação logística, o financeiro está diretamente conectado à operação.
O valor contratado influencia o fluxo de caixa. O pagamento precisa estar relacionado à operação correta. Os documentos precisam estar disponíveis. E os registros precisam ser facilmente localizados quando necessário.
Por isso, uma gestão eficiente precisa conectar operação, financeiro e informação.
É justamente nesse ponto que a tecnologia pode gerar ganhos importantes.
Como a tecnologia ajuda na gestão do transporte?
Uma plataforma de gestão para transportadoras pode centralizar informações que antes ficavam distribuídas em diferentes ferramentas.
Com os dados organizados em um único ambiente, a empresa pode ter mais visibilidade sobre:
Contratos de frete
Controle das condições comerciais e dos valores acordados.
Fluxo de caixa
Acompanhamento das entradas e saídas relacionadas à operação.
Pagamentos
Mais organização e rastreabilidade dos pagamentos realizados.
Conciliação
Conferência das movimentações financeiras e identificação de divergências.
Comprovantes digitais
Centralização dos registros relacionados às operações.
Integrações
Conexão com sistemas de gestão e TMS para reduzir processos manuais e melhorar o fluxo de informações.
AuthPay: tecnologia para simplificar a gestão financeira da logística
A AuthPay desenvolveu uma solução voltada às necessidades financeiras e operacionais do setor de transporte.
A plataforma reúne recursos para ajudar empresas de logística a terem maior controle sobre suas operações, integrando conta, cartão, gestão de contratos de frete, fluxo de caixa, conciliação e comprovantes digitais.
Além disso, a integração com sistemas de gestão e TMS permite conectar informações que fazem parte da rotina operacional das empresas.
O resultado é uma gestão mais centralizada, com menos dependência de controles dispersos e maior visibilidade sobre o ciclo financeiro da operação.
Sua transportadora está preparada para um ambiente mais fiscalizado?
O reforço da fiscalização da ANTT mostra que o setor de transporte está avançando para um ambiente cada vez mais orientado por dados, rastreabilidade e conformidade.
Por isso, algumas perguntas são importantes:
Você consegue identificar rapidamente o valor contratado em cada operação?
Os pagamentos estão vinculados às respectivas operações?
Sua equipe consegue localizar os comprovantes quando precisa?
As informações financeiras e operacionais estão integradas?
Existe um processo claro para identificar divergências?
Quanto tempo sua equipe perde conciliando informações entre planilhas e sistemas?
Se essas respostas ainda dependem de controles manuais, talvez seja o momento de repensar a estrutura de gestão.
Mais controle para quem movimenta a logística
A gestão do transporte está ficando mais complexa. Ao mesmo tempo em que as empresas precisam ganhar eficiência, também precisam acompanhar exigências regulatórias e manter informações cada vez mais organizadas.
Nesse cenário, ter tecnologia para centralizar a gestão financeira e operacional deixa de ser apenas uma questão de produtividade. É uma forma de construir uma operação mais estruturada, rastreável e preparada para crescer.
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