Resultado das Operações de Crédito no SFN indica expansão da base de crédito menor em 2025

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Por Pedro Guedes

4/17/20262 min read

Ao final de janeiro de 2026, o Banco Central divulgou os dados estatísticos para Crédito, bem como para outros aspectos monetários, com referência ao ano de 2025. Esses dados apontam para números positivos em dois eixos, os valores monetários movimentados e os juros dessas transações.

Foi registrado ao longo do período estudado, crescimento no saldo total de operações de Crédito no SFN, de 10,2%, totalizando R$7,11 trilhões de reais. Esse valor, ainda que elevado, contrasta com crescimento menor que em 2024, que experimentou crescimento de 11,5%, em relação à 2023. Essa desaceleração no crescimento na base de crédito, foi visualizada principalmente nas operações de crédito com recursos livres, que avançou 8,6% em 2025, ante crescimento de 11,3% no ano anterior, com R$4,1 trilhões movimentados.

Outro segmento com visível diminuição do ritmo de crescimento, foi o crédito livre destinado à pessoas jurídicas. Em 2025, essa modalidade de crédito movimentou R$1,6 trilhão,um crescimento de 2,3%.No entanto, esse crescimento foi menor que no comparativo com 2024, que ao final do ano, trouxe crescimento de 8,6%. Já no crédito livre às pessoas físicas em 2025, foi observado crescimento de 13,2%, cerca de 0,6% maior que em 2024, que trouxe crescimento de 12,6%. o resultado no segmento em 2025, de R$ 2,5 trilhões, foi construído com fortes altas nas áreas de cartão de crédito total (17,1%), crédito pessoal não consignado (18%) e financiamento para a aquisição de veículos (15,9%).

Ainda, tivemos forte crescimento do crédito pessoal consignado privado, com alta de 90,9% no ano, dado maior incentivo regulatório a esse sub-segmento. Percebe-se com a observação dos dados, que mesmo aquecida, a economia caminha para cenário de menor ímpeto no crescimento, onde mesmo com resultados positivos, estes diminuem a cada ano. O aumento dos juros, que cresceu 3,9 p.p, para média de 32,4% a.a, encarece o crédito, o que somado ao endividamento de famílias e empresas, desaquece a demanda por financiamento.

A partir disso, temos diminuição no consumo pela população e na realização de expansão nas atividades das empresas. Em 2026, ano marcado por maior volatilidade, dada às eleições, pode vislumbrar medidas artificiais para a modificação, mesmo que efêmera, para reverter esse quadro. Mesmo longe de uma situação crítica, é necessária atenção no ritmo de deterioração do cenário de crédito.